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Página #34 - Jardim de Inverno (Kristin Hannah)

Jardim de Inverno
Kristin Hannah
Editora Novo Conceito
416p.
Skoob | Orelha de Livro

Jardim de Inverno vai contar a história da família Whitson, mas principalmente da mãe, Anya, uma mulher calada e, de certa forma, misteriosa. A história se desenvolve de fato quando o pai, já adoecido, pede às filhas que se aproximem de sua mãe e conheçam sua história, porém as duas não se sentem confortáveis com essa situação, pois desde crianças sofrem com o desprezo da mãe. Nina, a filha mais nova, saiu pelo mundo trabalhando como repórter fotográfica e só agora retorna ao convívio da família, enquanto Meredith, a filha mais velha, ficou em casa cuidando dos negócios da família e se sente presa a esta realidade da qual quer se livrar.

Do mesmo modo que as filhas, Anya cede ao pedido do marido e consegue (não sem dificuldades) contar a Meredith e Nina o desenrolar de um conto de fadas que contava para as duas quando ainda eram crianças. E é através desse conto de fadas que começamos a ligar os pontos da história.

Pois bem, demorei bastante para ler esse livro, pois achei a narrativa um pouco muito lenta, mas só no final fui entender o motivo disso. No início as personagens são chatas e não conseguia ver o propósito de todo aquele desespero por ouvir um conto de fadas. Porém, a história é realmente pesada, então não teria como ser de outro jeito. Hannah fez com que eu estivesse preparada para tudo o que viria ao final.

Jardim de Inverno fala, acima de tudo, sobre um momento bem complicado da história, a Segunda Guerra Mundial, e que trouxe consequências terríveis para a família. Hannah nos mostra um lado pouco comentado dessa história, que é a realidade de uma Leningrado devastada pela guerra e, em diversos momentos, isso foi bem chocante pra mim.

O livro é pesado, chocante e bem dramático, mas super recomendado para quem gosta desse tipo de leitura e para aqueles que não são muito fãs também, como eu!

Páginas Vs. Frames // Um amor para recordar

CONTÉM SPOILERS

Hey pessoas!
Hoje venho aqui para falar novamente sobre um livro do Nicholas Sparks. Dessa vez, diferente do que ocorreu com Querido John, eu já conhecia a história muito bem. Mesmo assim, me surpreendi imensamente.

Um amor para recordar foi publicado em 1999 e tem como narrador Landon Carter, um rapaz, de certo modo, irresponsável, no último ano do colégio e que procura uma garota para levar consigo ao baile da escola. Após tentar convidar todas as garotas que conhece, a última chance de Landon é Jamie Sullivan, a filha do pastor da cidade e, talvez, a garota mais estranha da escola. Jamie é uma menina extremamente bondosa, recatada, que não mede esforços para ajudar quem precisa, mesmo sem que ninguém tenha lhe pedido ajuda.

Daquela noite em diante, Landon e Jamie, aos poucos, vão se aproximando e passando a fazer parte do mundo um do outro, o que os possibilita se apaixonarem. E, assim, conhecemos "A história mais comovente de todos os tempos".

Eu me surpreendi com este livro, pois imaginava que ele seria a versão escrita do filme e percebi que não tem nada a ver com isso. Na minha visão, tanto livro quanto filme contam a mesma história, porém destacando acontecimentos diferentes. A impressão que eu tenho é que ouvi a história ser contada por pessoas diferentes, sabe como?

Isso me deixou muito feliz! Foi extremamente gostoso de ler esse livro. Ele estava na minha estante há algum tempo e ficou lá apenas esperando o momento certo para ser lido. Como eu já conhecia a história e sabia de todo o drama que o Nicholas Sparks coloca ali, não tive pressa para lê-lo. Foi o tipo de livro que já fazia parte da minha lista de favoritos antes mesmo de eu ler.

Vs.

O filme Um amor para recordar é, com certeza, o meu filme preferido da vida. Eu não faço a mínima ideia de quantas vezes já o assisti, pois perdi as contas. Provavelmente já foram mais de 40 vezes! Sem brincadeira. Por isso, eu podia ter ficado super revoltada e decepcionada ao ler o livro, mas fiquei bem feliz de conhecer essa história tão bonita, contada de uma outra forma. Por exemplo:

No filme, Jamie possui uma lista de coisas para fazer e Landon realiza alguns desses desejos. No livro essa lista não existe, mas isso não quer dizer que ela não POSSA existir, não é mesmo?

No filme, o casal passa uma noite no cemitério, vendo as estrelas, coisa que Jamie adorava fazer. No livro a cena também não existe e, mais uma vez, nada impede que ela tenha de fato ocorrido.

No livro, Landon não parece ser tão babaca e badboy quanto no filme. Tanto que ele considera a hipótese de convidar Jamie para o baile. O Landon do filme não faria isso, não. O que eu quero dizer é que a emoção do filme é perceber a mudança do Landon conforme ele vai se apaixonando pela Jamie, isso acontece lentamente e ele não percebe.

Entendo que, no filme, essa mudança do Landon foi o milagre que a Jamie esperou durante toda a sua vida. Mas, no livro, eu fiquei confusa! Pra mim o final pareceu bem aberto e passível de diferentes interpretações. Alguém mais teve essa impressão?

***

Eu li a versão econômica de bolso da Editora Novo Conceito e super recomendo! Tem quem não goste, mas eu adoro essas edições com a folha bem fininha, que parece jornal. O livro fica muito leve, abre fácil e deixa a leitura mais gostosa para mim.
E quanto ao filme, eu nem preciso dizer que eu recomendo também, né? O filme é per-fei-to!!


Referências
Livro: SPARKS, NICHOLAS. Um amor para recordar. Editora Novo Conceito, 2012.
Filme: Um amor para recordar. Adam Shankman. EUA, 2002.

Páginas Vs. Frames // Para Sempre

Pode, sim, conter spoiler!

 Que livro mais gostoso de ler! Me surpreendeu totalmente, porque eu achei que seria mais um romance água com açúcar, mas não é só isso. Em Para Sempre Kim Carpenter narra como conheceu sua esposa e como conseguiu reconquistá-la após um acidente.

Kim e Krickitt se conheceram através de um telefonema, Krickitt era atendente em uma loja de produtos esportivos e Kim era treinador de um time de beisebol em busca de uniformes. Encantado com a voz de Krickitt, Kim passa a ligar pra ela todos os dias, até que a moça fica interessada nele também. Depois de muuuita conversa, eles resolvem se conhecer pessoalmente e, como não podia deixar de ser, engatam um namoro. Falando assim, tudo parece ter sido precipitado e rápido,  né? Mas não foi bem assim, não. Krickitt tem uma fé extraordinária e ora a todo o momento pedindo a Deus para que ela e Kim façam sempre a coisa certa. As decisões que eles tomam são todas muito bem pensadas e conversadas e isso me encantou muito na história, porque esse relacionamento não é baseado naquela paixão fogosa que faz loucuras sem pensar nas consequências. Ao contrário, os dois tomam as decisões de forma adulta e extremamente madura.

Acontece que, mesmo depois de tanto planejar, imprevistos acontecem. Dois meses após o casamento, em uma viagem no feriado de Ação de Graças, os dois se envolvem em um acidente e Krickitt entra em coma por algumas semanas. Quando desperta, parte da sua memória está perdida, Krickitt não se lembra de nada com relação a Kim. Pensem no choque e na tristeza que deve ter sido para ele passar por tudo isso! E é nesse momento que nos surpreendemos novamente. Ao invés de Kim ficar depressivo ou se afastar de Krickitt, ele tenta reconquistar a sua esposa e se mostra cada vez mais dedicado a ela. Infelizmente, a leitura foi, em alguns momentos, trabalhosa, pois Kim narra todos os procedimentos médicos pelo qual passou Krickitt.

Porém, o que realmente me encantou nessa história curtinha (144 páginas) foi a maturidade do relacionamento dos dois, a fé de Krickitt e a confiança que ela tem em Kim, mesmo sem lembrar dele. O livro é uma lição de maturidade, e pra mim essa é a palavra que define essa história tanto que já falei ela algumas vezes aqui. Não é uma simples história de amor com um final feliz, em Para Sempre o final feliz só é alcançado porque houve perseverança, compromisso, cuidado, crescimento, oração e fé.

Vs

No filme os personagens tem seus nomes trocados, o que não fez sentido nenhum pra mim. E a história é um pouco diferente. Leo e Page se conhecem em um estacionamento, ele tem um estúdio de gravação e ela é artista (escultora). Após o acidente, Paige perde a memória e Leo se vê perdido com a situação, pois Paige se reaproxima de sua família e de seu ex-noivo. Com o decorrer do filme, descobrimos que Paige era uma mulher totalmente diferente antes de se envolver com Leo e entendemos porque ela se afastou dessas pessoas. Mesmo assim, Leo não se cansa ao tentar reconquistar sua esposa.

A essência da história é a mesma tanto no filme como no livro, mas os acontecimentos ao redor são bem diferentes. Mas como criticar um filme que o próprio Kim Carpenter assim descreveu: "Embora houvesse várias diferenças, como geralmente acontece quando histórias reais são adaptadas para o cinema, a estrutura básica ainda estava lá, e Krickitt e eu achamos que era um retrato excelente da mensagem da nossa história. Eu cheguei até mesmo a chorar enquanto assistia ao filme" (p.133). Talvez por ser contado sob o ponto de vista de Kim, o livro evidencia mais seus sentimentos e a dor de passar por tudo aquilo. Acho que filme e livro se complementam, o filme nos mostra um romance que é capaz de superar obstáculos e o livro conta como foi, de fato, superar esses obstáculos.

Referências
Livro: CARPENTER, Kim e Krickitt. Para Sempre. Editora Novo Conceito, 2012.
Filme: Para Sempre. Michael Sucsy. Estados Unidos, 2012
*Li Para Sempre através do grupo do Livro Viajante no Skoob.

Páginas Vs Frames // Qual seu número?



Após perder o emprego, Ally Darling lê um artigo sobre a média de homens que uma mulher tem em sua vida. Ela se espanta ao perceber que o seu número é quase o dobro da média geral. Ally já dormiu com 19 homens!! Ao se dar conta disso ela decide ir atrás desses 19 homens, pois acredita que pode fazer dar certo com algum deles e, assim, não aumentar o seu número. Para ajudá-la a encontrar os caras, ela contrata seu vizinho gato.

O filme é uma comédia romântica (mais comédia que romântica), daquelas bens comuns, sem muita novidade. Apesar de eu gostar desse tipo de filme, Qual o seu número? não me encantou, não. Eu não consigo gostar da atriz que faz a protagonista (Anna Faris), não consigo separá-la do Todo mundo em pânico, filme que eu não suporto!! Então, foi um sufoco assistir esse filme. E eu ainda tive que assistir dublado porque não achei as legendas.

A história não me convenceu, tudo acontece muito rápido, meio que no atropelo. A Ally decide ir atrás dos caras do nada, contrata o vizinho e na outra semana já encontrou todos eles. Fora que ela confia no bendito vizinho a ponto de ele entrar e sair da casa dela sem ela nem saber. E da onde ela tira tanto dinheiro pra sair viajando por ai se ela acabou de ser demitida? Tá certo que "Cinema é mentira" como diria um "professor" meu, mas tudo tem um limite, e esse filme ultrapassou vários! Não me convenceu, mais uma vez.

Vs

Dai eu fui ler o livro buscando uma história melhor construída, já que esse é um consenso... Livros sempre são melhores que filmes. Mas eu não sei dizer o que foi pior, assistir o filme ou ler o livro. Este com certeza tem mais coerência (por exemplo: ela usa o "seguro-desemprego" dela pra ir atrás dos caras), porém já no começo eu me decepcionei, porque a motivação que faz Delilah Darling ir em busca dos rapazes é outra. Aqui ela encontra um deles, que acabou virando padre, e este a motiva a repensar seus relacionamentos e só então ela decide que quer ir em busca deles. É ai que aparece a maior diferença entre o livro e filme! No livro ela atravessa os Estados Unidos atrás de cada um dos homens, Delilah simplesmente aluga um carro e sai em viagem para várias cidades como Las Vegas, Houston, Tallahassee... Enquanto no filme ela faz tudo isso rapidinho, de um dia para o outro, de avião, metrô...

Ah Petra, mas isso é bom, dá mais movimento à trama, mais aventura!! Contudo, não foi isso que eu achei, infelizmente. Pra mim, essa viagem toda fez com que a história ficasse mais arrastada e enrolada. Pensei em abandonar o livro diversas vezes, só que ainda bem que eu não fiz isso, porque o final é a única parte que vale a pena. Eu dei nota 3 no Skoob porque os finais felizes e românticos sempre me ganham e o final do livro foi 10 vezes melhor que o do filme! Alguma coisa tinha que ser boa, né?

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Enfim, não sei se recomendo nem o livro, nem o filme. Acho que ambos não funcionaram pra mim, então não me responsabilizo. Fica a critério de vocês! Alguém ai já leu ou assistiu ao filme? Me contem a opinião de vocês aqui nos comentários. Até a próxima!


Referências
Livro: BOSNAK, Karyn. Qual seu número?. Editora Novo Conceito, 2011.
Filme: Qual seu número?. Mark Mylod. Estados Unidos, 2011.
 *Li Qual seu número? através do grupo do Livro Viajante no Skoob.

Páginas Vs Frames // Querido John

A experiência do meu primeiro Sparks não podia ter sido melhor. Sim, acreditem, eu ainda vivia num mundo paralelo, onde o autor permanecia lá, quietinho na minha estante.
Mas, como eu já falei, a experiência de ler Querido John foi demais! Escolhi começá-lo para me distrair, pois já estava entupida com as leituras para a monografia e agora estou encantada! Como não podia deixar de ser, ao terminar a leitura tive que correr pra assistir o filme e rever um pouquinho daquela história. Com uma experiência assim, era minha obrigação vir aqui escrever pra vocês.
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John volta para sua cidade natal durante sua licença do Exército e, realmente por acaso, conhece Savannah. A garota está na cidade como voluntária do projeto Habitat para a Humanidade, um projeto muito bacana, que promove a construção de casas para famílias que precisam. Em poucos dias os dois se aproximam e se apaixonam de tal modo que Savannah promete esperar John até terminar seu tempo no Exército. Infelizmente, vem o 11 de Setembro e John, motivado por seu patriotismo, decide se alistar novamente.
Até ai nada de novo, não é mesmo? O mocinho rebelde se apaixona pela mocinha certinha, fazem juras de amor e no meio de tudo ocorre algum desastre que os faz ficar separados. Mas Querido John não caminha para o conto de fadas atual em que a princesa enfrenta o mundo em busca do seu final feliz com o príncipe encantado. Mais que isso, nos mostra um amor real, que sofre com a distância, que espera pelo momento do reencontro; e um amor infindável e puro, que busca a felicidade do outro acima de tudo, "não importando quão dolorosa seja sua escolha", nas palavras do próprio John. Ainda é exposta a questão do autismo, de maneira secundária, porém não inferior. O autor trata o assunto com uma delicadeza, que me emocionou demais!
Querido John, de fato, não foi pra mim um romance comum e me marcou profundamente. Acredito que fiz a escolha certa ao escolhê-lo para começar minha "experiência Sparks". O autor escreve muito bem, a leitura é rápida e fluida. Adorei a maneira como ele descreve as características das personagens e os sentimentos de cada um.

Vs


Quanto ao filme, a opinião não é diferente. O John tatuado e a Savannah morena não existem, mas, mesmo que de formas diferentes, ainda pemanecem alí Alan, Tim, as cartas, a lua, as moedas, o autismo, o 11 de setembro... sempre nos remetendo à história original. Sou suspeita para falar pois adoro romances e, na minha opinião, esse não perde em nada pro livro. Considero a escolha dos atores muito boa e a fotografia do filme maravilhosa! É um filme emocionante, com cenas lindas, algumas até mais que no livro.
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Portanto, fica a dica: Se quer ler um bom romance, leia Querido John. Se quer assistir a um bom romance, assista Querido John. Só tenha em mente que entre eles há, sim, diferenças, mas tanto um quanto outro super valem a pena.

Por hoje é só, até a próxima!

Referências:
Filme: Querido John. Lasse Hallström. Estados Unidos, 2010
Livro: SPARKS, Nicholas. Querido John. Editora Novo Conceito, 2010
 
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