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TOP 5 // Atualizando a meta do Desafio 2016

Hey pessoal!
No começo do ano eu fiz um TOP 5 com livros que eu com certeza leria em 2016 e estou bem feliz com o resultado. Ainda não li todos, mas os que faltam já estão encaminhados, então eu resolvi fazer mais uma lista dessa ainda no início do segundo semestre e, assim, complementar minha meta de 2016.

Os cinco livros escolhidos são esses:


Entre o agora e o nunca (J. A. Redmerski)
Este é um New Adult que está em todas as listas pela internet e eu quero ler há muito tempo. Agora que tenho na minha estante, não há mais desculpas para adiar a leitura. Como estou num clima de ler livros leves e rapidinhos, acredito que vou gostar muito! (Apesar de já ter ouvido coisas bem ruins sobre ele).

Outro dia (David Levithan)
Depois de ler e me apaixonar por Todo Dia, Outro Dia é leitura obrigatória! Eu gostei muito do jeito como o David Levithan desenvolveu a história, adorei os personagens e queria muito uma continuação. Acho que conhecer a história pela perspectiva da Rhiannon vai ser bem interessante! Estou ansiosa para uma promoção bem boa para eu poder comprar. hehe

Para sempre minha (Abbi Glines)
Eu sempre vejo as capas e sinopses dos milhões de livros dessa serie e nunca me interessei de verdade por nenhum deles. Porém, a primeira vez que vi a capa de Pra sempre minha me encantei. Não sei dizer porquê, mas eu preciso muito ler esse livro! Sinto que vou gostar demais. Ainda bem que é um livro isolado da serie e que pode ser lido separadamente.




Veneno (Sarah Pinborough)
Quase morri quando li em uma resenha sobre essa serie que existia uma personagem com o meu nome! Desde então a trilogia está na minha lista de desejados, porque não é em qualquer livro que eu encontro uma personagem chamada Petra, né?! Esse ano eu finalmente consegui comprar os livros, então agora é só ler. (Parece que a tal personagem só aparece no último livro ¬¬).

Will & Will (John Green e David Levithan)
Ganhei esse livro já faz um tempinho e fiquei super empolgada. Mas por causa de outras leituras acabei deixando ele de lado. A escrita do John Green me atrai muito e acredito que essa parceria com o Levithan deva ter ficado ótima! Enfim, é mais um livro que está parado na minha estante e que precisa ser lido logo!

Páginas Vs Frames - Cidades de Papel

Hey pessoal!
20 anos depois de ler e assistir o filme, estou aqui para falar sobre as minhas impressões.

Li Cidades de Papel através do Livro Viajante do Skoob e foi ok. Não vou dizer que amei, nem que odiei, apenas que dei 3 estrelas. Para aqueles que não vivem neste mundo e não sabem do que estou falando, Cidades de Papel foi escrito por John Green, mesmo autor de A Culpa é das Estrelas, livro que tinha tudo pra ser mais um, mas que me tocou de forma muito intensa.

O livro conta a história de Quentin Jacobsen, ou Q para os íntimos, um garoto apaixonado por Margo Roth Spiegelman desde a infância. Ele nutre essa paixão, pois os dois eram super amigos e parceiros de aventura quando crianças. Na adolescência, porém, os dois se afastaram, mas Q não esqueceu sua paixão por Margo.

Acontece que algumas semanas antes da formatura do colegial, Margo aparece na janela de Quentin de madrugada e o convence a embarcar com ela em uma missão. Após realizar as onze partes da missão, Quentin volta para casa com a certeza de que Margo voltara a ser sua amiga. Porém, na manhã seguinte, Margo não aparece na escola. E é aí que a aventura começa. Aparentemente Margo deixa pistas de seu paradeiro para Quentin e o garoto parte com seus amigos em busca de Margo.

Já escrevi um texto aqui no blog falando um pouco mais sobre o livro (aqui), e não tenho muito mais a acrescentar. É um livro gostosinho, mas pra mim não teve nada de mais, o que me deixou um pouco frustrada ao terminar a leitura. Mas mesmo assim fiquei empolgadíssima com a notícia do filme e óbvio que fui ao cinema assistir.

Achei a adaptação muito boa! O filme ficou bem divertido e conseguiu manter a essência da história criada por John Green. Apenas duas diferenças me incomodaram um pouco. A primeira delas é a personalidade da Margo, que no filme parece ser muito mais rebelde, arruaceira, sem noção, enquanto que no livro ela é mais bipolar, complexa, com questões internas. A segunda diferença foram as missões ou vinganças que Margo e Q aprontam. Senti falta de várias que a aparecem no livro, principalmente a do SeaWorld! Eu li o livro já imaginando como aquilo seria filmado.

A escolha dos atores foi boa, acho que todos eles conseguiram se encaixar no personagem. Os dois amigos de Quentin, Ben e Radar, trazem a comédia para o filme. Eles são muito hilários em algumas cenas! E foi principalmente por causa deles que, para mim, o filme acabou sendo mais divertido que o livro. Os dois são experiências válidas, mas acredito que se eu tivesse assistido o filme antes, não teria sentido necessidade de ler o livro.

TOP 5 // Receitas literárias

Heey pessoas!
O final do ano está chegando e qual é a primeira coisa que vem a cabeça? PRESENTEEE!! #SQN
Na minha cabeça, a primeira coisa que eu penso é nas comidinhas das festas! São tantas opções que a gente fica até perdido, né? E foi pensando nisso que eu cheguei ao tema desse mês do TOP 5: Receitas literárias!

Separei aqui 5 comidas que aparecem em livros bem conhecidos por nós e que nos deixam com água na boca na hora da leitura! Espero que gostem e deixem mais opções nos comentários! :)


Pão do Peeta - Jogos Vorazes
O pão é um dos alimentos mais conhecidos no mundo e é consumido diariamente por bilhões de pessoas. Em Jogos Vorazes ele tem um papel bastante simbólico pois cada distrito possui um tipo específico de pão e, aliás, o nome da nação, Panem, vem da expressão em latim panem et circenses, que significa pão e circo. Peeta, um dos protagonistas da história, é filho de padeiro e herdou do pai o talento para a panificação. Quem não teria vontade de provar as receitas de Peeta, né?!




 Bufrito - Quem é você, Alaska?
Maureen, a cozinheira de Culver Creek, escola onde se passa a maior parte da história, é conhecida por suas frituras. A própria Alaska diz que em sua primeira semana lá houveram inúmeros pratos fritos, mas ela também avisa que nenhum deles se iguala ao bufrito. E o que diabos é o tal de bufrito? Trata-se de um burrito de feijão frito. Diferente, não? [1]



Biscoitos que fazem crescer - Alice no País das Maravilhas
O país das Maravilhas é cheio de coisas encantadoras. Agora imagina se pudéssemos experimentar aqueles biscoitos ma-ra-vi-lho-sos que fazem crescer!! Duvido que alguém recusaria. Ainda mais eu, se tivesse a oportunidade de crescer só mais um pouquinho. hehe





Bolo de chocolate da Audácia - Divergente
Em Divergente, cada uma das facções possui a sua comida típica e a da Audácia é o famosíssimo bolo de chocolate. Dizem que o bolo é tão bom, mas tão bom, que não tinha como eu não colocar nessa lista. Deve ser sensacional mesmo!






Comidas mexicanas - Um Dia
Na onda do bufrito, lembrei de uma história que li recentemente, Um Dia. No romance, Emma Morley trabalha durante anos em um restaurante de comida mexicana chamado Loco Caliente, que segundo ela é “Quente porque o ar condicionado não funciona e Loco porque você precisa ser louco para comer aqui”. Mas deixando de lado a parte ruim do restaurante, gostaria muuito de experimentar esses pratos!

JOHN GREEN em "Quem é você, Alasca?" #3

Rabe'a al-Adiwiyah, uma mulher santa de grande importância para o sufismo, foi vista correndo pelas ruas de sua terra natal, Basra, segurando uma tocha numa das mãos e um balde de água na outra. Quando lhe perguntaram o que ela estava fazendo, respondeu: 'Vou derramar este balde de água sobre as chamas do inferno e depois vou queimar os portões do paraíso com esta tocha para que as pessoas amem Deus não por desejarem o paraíso e por temerem o inferno, mas por ele ser Deus.'
p.178

JOHN GREEN em "Quem é você, Alasca?" #2

Eu queria tanto me deitar ao lado dela, envolvê-la em meus braços e adormecer. Não queria transar, como nos filmes. Nem mesmo fazer amor. Só queria dormir com ela no sentido mais inocente da palavra. Mas eu não tinha coragem. Ela tinha namorado. Eu era um palerma. Ela era apaixonante. Eu era irremediavelmente sem graça. Ela era infinitamente fascinante. Então voltei para o meu quarto e desabei no beliche de baixo, pensando que, se as pessoas fossem chuva, eu era garoa e ela, um furacão.
p.91

JOHN GREEN em "Quem é você, Alasca?" #1

- Cruzes! Não posso ser uma dessas pessoas que ficam sentadas falando que pretendem fazer isso e aquilo. Eu vou fazer e pronto. Imaginar o futuro é uma espécie de nostalgia.
- Como assim?
- Passamos a vida inteira no labirinto, perdidos, pensando em como um dia conseguiremos escapar e em quanto será legal. Imaginar esse futuro é o que nos impulsiona para a frente, mas nunca fazemos nada. Simplesmente usamos o futuro para escapar do presente.
p.55-56

Página #21 - Quem é você, Alasca? (John Green)





Quem é você, Alasca?
John Green
Editora WMF Martins Fontes
229p.
Skoob | Orelha de Livro

Mais um livro lido do John Green, vulgarmente conhecido como João Verde!
Quem é você, Alaska? foi publicado pela primeira vez em 2005 e é o primeiro romance do autor. Com mais esta leitura, pude constatar que, além de escrever romances Young Adults, John Green já pode ser considerado um estilo. Sim, é isso mesmo que você acabou de ler. Para mim, John Green tem um estilo de escrita bem próprio. Ele escreve para adolescentes, sobre temas típicos dessa idade, mas com certas reflexões adultas.

Infelizmente (ou felizmente, sei lá), para um livro se tornar meu favorito, ele tem que mexer emocionalmente comigo, e isso não aconteceu com Quem é você, Alasca?. Eu queria muito que isso tivesse acontecido, porque A Culpa é das Estrelas foi sensacional pra mim, mas Cidades de Papel nem tanto.

Quem é você, Alasca? vai contar a história de Miles, um adolescente que coleciona últimas palavras dos mais diversos famosos, e que, cansado de sua vida sem graça, decide ir em busca de seu "Grande Talvez". Para isso ele resolve estudar em um colégio interno (à la Hogwarts) e lá conhece Coronel e Alasca, por quem descobrirá sentimentos ainda inéditos em sua vida.

Alasca é o oposto de Miles; é popular, bonita, conhece muita gente, fuma, bebe e não tem medo de se divertir. Com os dois, Miles vive aventuras dentro da escola e acaba se despindo um pouco do seu manto de nerd solitário. Em alguns momentos eu me surpreendi com a descrição de certas cenas, pois acredito que John Green foi bem corajoso e ousado com suas palavras (ao menos eu não esperava aquela linguagem em um YA).

A primeira parte do livro se passa antes do 'grande acontecimento', o que dá mais da metade da história, e o que mais me motivou a continuar lendo foi querer saber o que era de fato esse 'grande acontecimento'. Mas quando cheguei lá, eu não fui surpreendida, pois realmente já esperava o tal acontecimento.

O livro é muito bem humorado e os personagens são bem construídos, mais características do 'estilo John Green'. O que não me cativou foi a história em si. Eu acredito que o que ocorreu comigo foi culpa desse estilo de escrever do autor. Conforme você vai lendo alguns de seus livros, você percebe que existe um modelo de história, à qual todos os livros seguem e talvez, para mim, que já passei da idade "YA", isso torne a leitura cansativa. Falo isso porque percebi que minha empolgação com as leituras do autor foi diminuindo a cada livro.

Por fim, minha conclusão é que John Green é legal, é divertido, é uma leitura rápida, despretensiosa, mas que não vai mudar a sua vida (ou a minha pelo menos!). Por isso, recomendo que não leiam um livro atrás do outro, porque pode ser que a leitura fique bem cansativa. #ficaadica


*Li Quem é você, Alasca? através do grupo do Livro Viajante no Skoob.

Página #15 - Cidades de Papel (John Green)

Cidades de Papel
John Green
Editora Intrínseca
368p.
Skoob | Orelha de Livro

Oi pessoal! Faz algum tempo que eu li esse livro, mas acabei esquecendo de vir aqui escrever sobre ele pra vocês. Eu tenho o grande problema de esquecer muito rápido as histórias que eu leio e escrever me ajuda a lembrar depois que passa um tempo. Por isso, talvez eu não consiga expressar com clareza a minha experiência ao ler esse livro, justamente por já ter se passado algumas semanas desde que finalizei a leitura, mas eu vou tentar...

Bom, Cidades de Papel é mais um dos livros fofos do John Green e o segundo que eu leio. Quentin, o protagonista, tem uma paixão platônica por Margo Spiegelman, a menina mais popular da escola e com quem ele tinha uma amizade na infância.

Em uma certa noite, "Q", como é conhecido pelos mais íntimos, recebe a visita de Margo, que pula pela sua janela, vestida de ninja. A menina o convida para participar de um plano maquiavélico de vingança e ele aceita. No dia seguinte, Q acredita que sua amizade com Margo está restabelecida, porém, ao chegar na escola, descobre que ela desapareceu. Extremamente misteriosa e enigmática, Margo deixa pistas de seu paradeiro para Quentin e, através dela, o garoto começa a perceber que a Margo real não é exatamente a Margo que ele idealizava.

A narrativa é feita em primeira pessoa, sob o ponto de vista de Quentin. É através dele que conhecemos todos os personagens e suas personalidades, assim entendemos o quanto Margo é idealizada por Quentin. O John Green tem uma escrita muito gostosa de ler e eu adoro.

Mas quem realmente ganha a cena são os melhores amigos do Quentin, Radar e Ben. Eles são extremamente sinceros e demonstram que uma amizade não precisa ser feita apenas de momentos bons. Amigos de verdade devem brigar quando o outro está errado e mostrar o caminho certo.

As Cidades de Papel do título do livro são cidades fictícias, criadas pelos cartógrafos para identificar os plágios de mapas. Referente a isso, tem um quote do livro que resume bem a essência da ideia que o autor quis passar. (Link para o quote). Infelizmente eu achei que a personalidade da Margo não ajudou muito no entendimento desse "ensinamento" do John Green.

Eu recomendo o livro, pois a leitura é bem simples e descontraída. Mas o livro não tem nada de extraordinário. Pra terminar, deixo aqui um quote sensacional, que eu ainda não publiquei!
Eu queria interromper o xixi, mas é claro que não consegui. Mijar é como ler um livro bom: é muito, muito difícil parar depois que você começa.


*Li Cidades de Papel através do grupo do Livro Viajante no Skoob.

JOHN GREEN em "Cidades de papel" #4

"Mas as coisas vão acontecendo… as pessoas se vão, ou deixam de nos amar, ou não nos entendem, ou nós não as entendemos… E nós perdemos, erramos, magoamos uns aos outros. E o navio começa a rachar em determinados lugares. E então, quando o navio racha, o final é inevitável. (…) Mas ainda há um momento entre o momento em que as rachaduras começam a se abrir e o momento em que nós rompemos por completo. E é nesse intervalo que conseguimos enxergar uns aos outros."
p.358

JOHN GREEN em "Cidades de Papel" #3

"Eis o que não é bonito em tudo isso: daqui não se vê a poeira, ou a tinta rachando ou sei lá o quê, mas dá para ver o quanto é falso. Não é nem consistente o suficiente para ser feito de plástico. É uma cidade de papel. Quer dizer, olhe só para ela, Q: olhe para todas aquelas ruas sem saída, aquelas ruas que dão a volta em si mesmas, todas aquelas casas construídas para virem abaixo. Todas aquelas pessoas de papel vivendo suas vidas em casas de papel, queimando o futuro para se manterem aquecidas. Todas as crianças de papel bebendo a cerveja que algum vagabundo comprou para elas na loja de papel da esquina. Todos idiotizados com a obsessão de possuir coisas. Todas as coisas finas e frágeis como papel. E todas as pessoas também."
p.68

JOHN GREEN em "Cidades de Papel" #2

"Eu olhava para baixo e pensava que eu era feita de papel. Eu é que era uma pessoa frágil e dobrável, e não os outros. E o lance é o seguinte: as pessoas adoram a ideia de uma menina de papel. Sempre adoraram. E o pior é que eu também adorava. Eu tinha cultivado aquilo, entende? Porque é o máximo ser uma ideia que agrada a todos. Mas eu nunca poderia ser aquela ideia para mim, não totalmente."
p.348-9

Páginas Vs. Frames // A Culpa é das Estrelas

Oi gente!
Eu sei que hoje ainda não é dia 17, quando normalmente essa coluna vai ao ar, mas eu precisei me adiantar porque eu não estou conseguindo aguentar esperar até lá para falar sobre esse filme com vocês! Siiim, eu assisti ao filme A Culpa é das Estrelas na sexta-feira, um dia após a estreia e me emocionei bastante. O filme está lindo!

Eu não vou falar muito sobre as minhas impressões do livro, porque eu já escrevi um texto sobre ele há algum tempo e vou deixar linkado aqui > (link), também acredito que a essa altura do campeonato todos já saibam mais ou menos sobre o que trata o livro, mas não custa lembrar, né? A Culpa é das Estrelas conta a história de Hazel, uma menina de 16 anos que sofre de câncer terminal. Como a maior parte das pessoas que sofrem desse mal, ela acha que a sua vida se dá em função disso. Até o dia em que ela conhece Augustus. Gus está em remissão há mais de um ano, seu câncer aparentemente foi eliminado. Resumindo, é um romance adolescente permeado por uma história trágica de câncer.

Nossa! Só isso? Por que tanto estardalhaço, então? Resumindo deploravelmente, é isso ai. No meu caso, o livro me tocou demais por um motivo bem pessoal. Eu li logo após perder um familiar em decorrência do câncer e tudo o que eu sentia ao ler o livro era injustiça! Depois de ler tantas resenhas e comentários sobre o livro, eu sabia que algo ruim estava por vir, então, conforme eu ia lendo, só pensava na injustiça que era aquele romance todo e a fofura dos personagens.

Já vi inúmeras pessoas falando mal do livro e dizendo que nem é tudo isso. Eu o defendo e recomendo, pois acredito que não se trata de um drama consistente a altura de um clássico literário. Não, não é isso. O livro é um romance YA, leve e gostoso de ler. Pra mim foi muito bem escrito e é impossível não se emocionar. Ele tem quotes ótimos e deixa uma mensagem bem bacana. Pra mim funcionou e cumpriu sua função!

Vs.

Falando um pouco da minha experiência com o filme, então... Eu chorei!! Chorei de soluçar. haha Gente, não tem como não se emocionar!! O filme ficou muito bonito, bem feito e é uma ótima adaptação. Não senti falta de nenhuma cena, achei o filme bem completinho. :)

Apesar de a Shailene Woodley não parecer com a Hazel que eu imaginei, ela me conquistou. Eu gosto muito da atriz e a interpretação dela foi bem legal! Na cena da casa da Anne Frank ela foi ótima, quase senti falta de ar junto com ela. haha

O Gus também foi perfeito. O Ansel Elgort conseguiu trazer pro filme o lado cômico e sarcástico do personagem, sem deixar a emoção de lado. A cena em que ele passa mal no carro foi uma das mais emocionantes pra mim. Ali ele estava perfeito. Do mesmo modo, achei o Isaac ótimo!! Ele foi bem visível no filme, mais do que eu esperava.

Enfim, o filme está 10! Muito muito bom mesmo. Quem gosta do livro, como eu, vai amar o filme e quem não gostou do livro, pode ser que se apaixone pelo filme. Se você ainda não viu, corre pra ver, porque ninguém vai sair decepcionado do cinema! Os produtores/roteiristas/diretores conseguiram passar toda a essência da história criada pelo John Green para a tela.

Por fim e uma coisa consideração meio nada a ver, que talvez só eu tenha percebido, é como esse filme é azul! Sério gente... quem ainda não assistiu, tenta reparar nisso. Eu fiquei lembrando da capa do livro o tempo todo. E isso não foi algo ruim, não. Achei legal esse recurso, se é que ele é real mesmo!

Por hoje é só, até mais!

TOP 5 // Dia Mundial da Saúde - 5 Sick-lits

No próximo dia 7 será comemorado o Dia Mundial da Saúde. Essa data foi escolhida em 1948, pela Organização Mundial da Saúde, como uma forma de alerta à população sobre os principais problemas que podem atingi-la. Segundo a OMS, ter saúde é

"garantir a condição de bem estar das pessoas, envolvendo os aspectos físicos, mentais e sociais das mesmas, em harmonia"

Pensando nessa data, resolvi trazer hoje uma lista com 5 sick-lits. Esse gênero, que pode ser traduzido para o português como "literatura doentia", tem crescido no último ano e ganhado grande visibilidade nas listas dos mais vendidos. Ele traz enredos protagonizados por jovens, com enfermidades séries, como câncer, depressão e anorexia; e tenta, de certa forma, mostrar ao leitor como esses jovens enfrentam problemas extremamente difíceis.

Vamos a lista, então?


O primeiro dessa lista e, na minha opinião, o mais emblemático do gênero é A Culpa é das Estrelas de John Green (Skoob | Orelha de Livro). O lançamento desse livro foi o boom do gênero e, a partir dele, começou-se a conhecer mais esse tipo de história.

A Culpa é das Estrelas conta a história de Hazel Grace, uma menina de 16 anos que convive com um câncer de tireoide em estágio terminal. Eu já escrevi um texto aqui no blog sobre ele, quem quiser saber mais é só clicar aqui.



O segundo livro que eu trago aqui hoje é O Lado Bom da Vida de Matthew Quick (Skoob | Orelha de Livro), que também vem dessa leva do último ano. Esse livro traz a história de Pat e Tiffany, dois pacientes psiquiátricos que começam a se aproximar por conta de suas famílias, que acreditam que os dois tem muito em comum.

O Lado Bom da Vida também já tem texto aqui no blog, pra quem se interessar está aqui o link, onde eu falo um pouquinho inclusive sobre a adaptação cinematográfica dele.


Em terceiro lugar vou citar um livro que eu ainda não li, porém sou perdidamente apaixonada pelo filme. Estou falando de Um Amor para Recordar do Nicholas Sparks (Skoob | Orelha de Livro). Eu não sei exatamente quando ele foi lançado, mas o filme é de 2002 e a história se passa na década de 1950. Nele temos, mais uma vez, a história de uma jovem que sofre com câncer. Dessa vez trata-se de Jamie Sullivan, portadora de leucemia. Ela sofre uma reviravolta em sua vida quando conhece Landon Carter.
O filme é lindo e acredito que o livro deva ser igual. Pretendo lê-lo ainda esse ano, então aguardem o texto sobre ele. 


O quarto livro é Os Sofrimentos do Jovem Werther de Goethe (Skoob | Orelha de Livro). Nesse livro, a doença tratada é de caráter psicológico. Werther é um jovem que nutre um amor platônico por Charlotte, a moça corresponde o amor dele, mas está prometida a outro rapaz e acaba afastando-o de si. O amor de Werther é extremamente doentio e sua vida não faz sentido sem Charlotte.

Os Sofrimentos do Jovem Werther foi publicado em 1774 e desde então é considerado uma obra-prima da literatura mundial. Na época ocorreu, na Europa, uma onda de suicídios, de tão profunda que é a narrativa de Goethe.



O quinto e último livro dessa lista talvez não seja considerado realmente um sick-lit, mas pra mim faz todo o sentido estar aqui. Este livro é Otelo, O mouro de Veneza de Shakespeare (Skoob | Orelha de Livro), e também é de natureza psicológica.

Otelo vive um casamento feliz com Desdêmona até que intrigas suscitam o ciúme dele. As crises são totalmente injustificadas e o desencadeamento da história é muito triste. A narrativa de Shakespeare é perfeita e conseguimos perceber claramente a evolução da doença de Otelo.


Existem ainda dezenas de outros livros que podiam estar nessa lista, tanto novos quanto mais antigos. No Goodreads tem uma lista imensa com alguns títulos, que você pode conferir aqui. Eu recomendo uma pesquisadinha rápida no Google e você vai descobrir mais um monte de títulos desse gênero.

Me contem o que acharam da lista e se conhecem ou já leram algum outro livro sick-lit. Espero que tenham gostado! Até mais. ;)


Fontes: [1,2]

Página #3 - A culpa é das estrelas (John Green)

A culpa é das estrelas
John Green
Editora Intrínseca
288p.
Skoob | Orelha de Livro

Hazel Grace tem 16 anos e há 3 descobriu um câncer terminal. Sua vida é, portanto, prolongada através de um remédio experimental que conseguiu encolher seu tumor (Viva o Falanxifor!). Em uma de suas idas ao Grupo de Apoio a Crianças com Câncer ela conhece Augustus Waters e sua vida tediosa sofre uma reviravolta. Gus é um menino de 17 anos que teve sua perna amputada devido ao osteossarcoma, é bonito, convencido e não tem nem um pouco de medo de correr atrás da felicidade.

A culpa é das estrelas é um romance adolescente, recheado de passagens engraçadas. Sim!, apesar de falar sobre câncer, Green conseguiu trazer para a narrativa a descontração juvenil perfeita. Mas com isso, ele também nos mostra um mundo injusto, porque simplesmente não é justo pessoas sofrerem com uma doença assim. Nem consigo me expressar direito, pois esse sentimento de injustiça me acompanhou durante toda a leitura.

Foi praticamente impossível começar a ler A culpa é das estrelas sem ter a certeza de que algo ruim iria acontecer, ainda mais depois de tanto "merchan" através das redes sociais. Por isso, só conseguia pensar "aaaii, que saco! Porquê hein??" A história é toda perfeitinha, é tudo lindo... mas é injusto! Ponto.

Minha nota pra ele no Skoob foi 4 estrelas, novamente por causa da expectativa não alcançada. Já decidi que preciso parar de ter tantas expectativas e de amar um livro sem antes ter lido! Mas devo dizer que o que não me frustrou nem um pouco foi a escrita leve do John Green. Ele faz escolhas tão sutis, que em alguns casos eu só fui me tocar lá no final. Se você ainda não leu, quando ler, preste atenção na forma como a Hazel se dirige ao Augustus. No início, quando os dois estão fortes, ele é Augustus Waters, porém depois, quando a fragilidade já começa a aparecer, Augustus vira simplesmente Gus, e isso é tão sensacional quando você percebe!

Pra terminar, eu queria falar sobre o título do livro. A culpa é das estrelas foi inspirado nessa frase de Shakespeare, em Julio Cesar, em que Cassius diz a Brutus: "A culpa, meu caro Brutus, não é de nossas estrelas / Mas de nós mesmos, que consentimos em ser inferiores.". Percebemos mais uma vez a injustiça mostrada por Green. Enquanto Shakespeare afirma que nós somos responsáveis pelo nosso destino, Green diz que não, ele diz que a culpa é das estrelas e que nós não temos como interferir nesse destino. Bem queria eu fazer dessa história apenas um romance adolescente com final feliz...

JOHN GREEN em "A Culpa é das Estrelas" #5

"Meu pai estava esperando por nós na área de desembarque, em meio aos motoristas de limusine de terno que seguravam placas com os sobrenomes de seus passageiros: JOHNSON, BARRINGTON, CARMICHAEL. Papai tinha a própria placa. MINHA FAMÍLIA LINDA, dizia, e logo abaixo (E GUS)."
p.150

JOHN GREEN em "A Culpa é das Estrelas" #4

"- A sua obsessão por, tipo, morrer por alguma coisa, ou por deixar para trás algum símbolo memorável do seu heroísmo, e tal. É estranho.
- Todo mundo quer ter uma vida extraordinária.
- Nem todo mundo - falei, sem conseguir disfarçar minha irritação."
p.117

JOHN GREEN em "A Culpa é das Estrelas" #3


"É na liberdade que a maioria das pessoas encontra o pecado."
p.109
"O mundo não é uma fábrica de realização de desejos"
p.146
"A tristeza não nos muda, Hazel. Ela nos revela."
p.196

 
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