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DAVID LEVITHAN em "Todo dia" #4

Queria que o amor conquistasse tudo. Mas o amor não conquista tudo. Ele não pode fazer nada sozinho. Ele depende de nós para conquistar em seu nome.
p. 242

DAVID LEVITHAN em "Todo dia" #3

É isso que o amor faz: que você queira reescrever o mundo. Que você queira escolher os personagens, construir o cenário, dirigir o roteiro. A pessoa que você ama senta de frente para você, e você quer fazer tudo que estiver ao alcance para tornar isso possível, infinitamente possível. E quando são apenas vocês dois a sós numa sala, você pode fingir que é assim que as coisas são, que é assim que serão.
p.151

DAVID LEVITHAN em "Todo dia" #2

Vamos até uma esquina onde algumas pessoas estão protestando contra a comemoração [estavam na Parada Gay]. Não entendo o porquê. É como protestar contra o fato de algumas pessoas serem ruivas.
Na minha experiência, desejo é desejo, amor é amor. Nunca me apaixonei por um gênero. Apaixonei-me por indivíduos. Sei que é difícil as pessoas fazerem isso, mas não entendo por que é tão complicado, quando é tão óbvio.
p.123

DAVID LEVITHAN em "Todo dia" #1

É somente nos pontos mais delicados que fica complicado e controverso, a incapacidade de perceber que, não importa qual seja nossa religião, sexo, raça ou localização geográfica, todos nós temos cerca de 98 por centro em comum com todos os outros. Sim, as diferenças entre homens e mulheres são biológicas, mas se você observa a biologia como uma mera questão de porcentagem, não há muita coisa diferente. A raça é diferente apenas como uma construção social, e não como uma diferença inerente. E quanto à religião, quer você acredite em Deus, Javé, Alá ou qualquer outra coisa, é provável que, em seu coração, vocês queiram a mesma coisa. Por uma razão qualquer, nós nos concentramos mais nos dois por cento da diferença, e a maior parte dos conflitos que acontece no mundo é consequência disso.
p.70

VICTOR HUGO em "Os Miseráveis" #5

"Costuma-se dizer que a escravidão desapareceu por completo da civilização europeia. Grande erro! Ela continua a existir, mas oprimindo somente a mulher, e chama-se prostituição."
p.280

VICTOR HUGO em "Os Miseráveis" #4

"Quando a população sofre, quando falta trabalho, quando o comércio é fraco, o contribuinte resiste aos impostos por penúria, deixa que se expirem os prazos estabelecidos e o Estado gasta somas enormes com as ações judiciais e a arrecadação. Quando há trabalho e a cidade está feliz e rica, o imposto é pago com boa vontade, com poucas despesas para o Estado. Pode-se até dizer que a miséria ou a riqueza pública têm um termômetro infalível, que são as quantias pagas pelo Estado na arrecadação dos impostos."
p. 266

VICTOR HUGO em "Os Miseráveis" #3

"Depois, ele deve ter perguntado a si mesmo:
Nessa história toda, o erro era só dele? Era igualmente grave o fato de ele, trabalhador, não ter trabalho; ele, trabalhador, não ter pão. Depois de a falta ter sido cometida e confessada, o castigo não foi por demais feroz e excessivo? Onde haveria mais abuso: da parte da lei, na pena, ou da parte do culpado, no crime? Não haveria excesso de peso em um dos pratos da balança, justamente naquele em que está a expiação? Será que o exagero da pena não apagava completamente o crime, quase que invertendo a situação, fazendo do culpado vítima, do devedor credor, pondo definitivamente o direito do lado de quem cometeu o furto? Essa pena, aumentada e agravada pelas sucessivas tentativas de fuga, não era, por acaso, uma espécie de atentado do mais forte contra o mais fraco, um crime da sociedade contra o indivíduo, um crime que todos os dias se renovava, um crime que se estendeu por dezenove anos?"
p.140

VICTOR HUGO em "Os Miseráveis" #2

"Nunca devemos ter medo de ladrões ou assassinos. São perigos externos e os menores que existem. Temamos a nós mesmos. Os preconceitos é que são os ladrões; os vícios é que são os assassinos. Os grandes perigos estão dentro de nós."
p. 56

VICTOR HUGO em "Os Miseráveis" #1

"Ser santo é exceção; ser justo é regra. Errem, desfaleçam, pequem, mas sejam justos. Pecar o menos possível é a lei dos homens. Não pecar nunca é sonho de anjos."
p.37

TABITHA SUZUMA em "Proibido" #4

“Vejo tantas relações superficiais ao meu redor, tantos caras que só estão interessados em sexo, em mais um troféu para sua coleção de conquistas, antes de passar para a próxima. É dificil de entender por que alguém entra num relacionamento sem qualquer sentimento verdadeiro, substancial, e no entanto ninguém os julga por isso. Eles são "jovens"; estão "só se divertindo" e, é claro, se é o que querem, por que não fariam isso.

TABITHA SUZUMA em "Proibido" #3

Nenhum sacrifício é grande demais para manter minha família unida, mas a longa estrada adiante parece ser tão íngreme e acidentada que sempre acordo à com medo de cair.

TABITHA SUZUMA em "Proibido" #2

Será que eu me arrependo mesmo daquela noite? Aquele momento de felicidade sem comparação – algumas pessoas não o vivem em toda uma vida. Mas o lado negativo daquela amostra de pura felicidade é que, como uma droga, um vislumbre do paraíso, você começa a querer mais. E depois daquele momento,. nada pode ser o mesmo novamente. Tudo empalidece em comparação. O mundo se torna banal e vazio, as coisas parecem não fazer mais sentido.

TABITHA SUZUMA em "Proibido" #1

"Kit pode estar andando com uma turminha que se rebela contra a autoridade, mas eles têm tanto medo quanto qualquer um. Debocham dos outros e implicam com as pessoas sozinhas porque assim se sentem por cima. E eu não sou muito melhor. Posso parecer confiante e extrovertida, mas passo a maior parte do tempo rindo de piadas de que não acho a menor graça, dizendo coisas que não penso nem sinto — porque, no fundo, é o que todos estamos tentando fazer: nos adaptar, de um jeito ou de outro, fingir desesperadamente que somos todos iguais."

KRISTIN HANNAH em "Jardim de Inverno" #3

"Vá. Esqueça se puder. Viva.
Não foi por causa de quem meu pai era, esse conselho; é assim que é a vida. É o que a morte faz com as pessoas. Quando olho para baixo, claro que ela não está se movendo; a pele está fria e sei que ela não falou realmente comigo. Mas ela falou. E então eu faço o que devo fazer. Eu levanto, experimentando meu novo papel. Agora, sou uma filha sem mãe, uma mulher sem irmã. Não há mais ninguém da família na qual nasci; há apenas a família que constituí."
p.363

KRISTIN HANNAH em "Jardim de Inverno" #2

"Mas era verdade; havia escutado as palavras durante anos e apenas as aceitara como vinham, sem questionar, sem nunca olhar mais profundamente. Talvez todas as crianças façam isso com as história da família. Quanto mais se ouve uma coisa, menos se questiona a veracidade dela."
p.256

KRISTIN HANNAH em "Jardim de Inverno" #1

"- Seu pai pensa que não posso lidar com a morte dele.
- E você pode? - Nina perguntou com simplicidade.
- Você ficaria surpresa com o que o coração humano pode suportar."
p.57

DAVID NICHOLLS em "Um Dia"

"O que você vai fazer com sua vida?" De uma forma ou de outra, parecia que as pessoas estavam sempre fazendo aquela pergunta - os professores, os pais, os amigos às três da manhã -, mas a questão nunca tinha parecido tão premente, e ela estava longe de obter uma resposta. O futuro se estendia à sua frente, uma sucessão de dias vazios, cada um mais desanimador e incompreensível que o outro. Como iria preencher todos eles?
Retomou a caminhada para o sul, em direção a The Mound. "Viver cada dia como se fosse o último" - esse era o conselho convencional, mas na verdade quem tinha energia pra isso? E se chovesse ou você tivesse de mau humor? Simplesmente não era prático. Era bem melhor tentar se boa, corajosa, audaciosa e se esforçar para fazer a diferença. Não exatamente mudar o mundo, mas um pouquinho ao redor. Seguir em frente, com paixão e uma máquina de escrever elétrica e trabalhar duro em… alguma coisa. Mudar a vida das pessoas através da arte, talvez. Alegrar os amigos, permanecer fiel aos próprios princípios, viver com paixão, bem e plenamente. Experimentar coisas novas. Amar e ser amada, se houver oportunidade.
p.408-9

JANE AUSTEN em "Orgulho e Preconceito" #2

Tudo somado, portanto, ela descobriu, o que já fora descoberto algumas vezes antes, que algo intensamente desejado, ao acontecer, pode não provocar toda a satisfação esperada. Era, portanto, necessário marcar alguma outra época para o início da real felicidade - ter algum outro ponto a que seus desejos e esperanças pudessem fixar-se e, gozando mais uma vez o prazer da antecipação, consolar-se do presente e preparar-se para outra decepção.
p.378

JANE AUSTEN em "Orgulho e Preconceito" #1

- O orgulho - observou Mary, que se gabava da solidez das suas reflexões - é um defeito muito comum. Por que tudo o que eu já li, tenho certeza de que é muitíssimo comum mesmo; a natureza humana tem uma inclinação especial para esse defeito, e muito poucos dentre nós não nutrem um sentimento de complacência para consigo mesmos, sob pretexto de uma ou outra qualidade, real ou imaginária. Vaidade e orgulho são coisas diferentes, embora sejam palavras usadas muitas vezes como sinônimos. A pessoa pode ser orgulhosa sem ser vaidosa. O orgulho está mais ligado à opinião que temos de nós mesmos, e a vaidade ao que os outros pensam de nós.
p.247

JOHN GREEN em "Quem é você, Alasca?" #3

Rabe'a al-Adiwiyah, uma mulher santa de grande importância para o sufismo, foi vista correndo pelas ruas de sua terra natal, Basra, segurando uma tocha numa das mãos e um balde de água na outra. Quando lhe perguntaram o que ela estava fazendo, respondeu: 'Vou derramar este balde de água sobre as chamas do inferno e depois vou queimar os portões do paraíso com esta tocha para que as pessoas amem Deus não por desejarem o paraíso e por temerem o inferno, mas por ele ser Deus.'
p.178

 
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